quarta-feira, 10 de junho de 2015

Depois de algum tempinho...

... volto a escrever aqui. Ficamos ausentes, mas não estamos paradas. A produção tem sido intensa (dentro do possível).
Finalmente, terminei mais um bordadinho da Nina Dias, que continua com seus desafios aqui. O bordado ficou bem coloridinho, não? No carrinho está a gatinha preta, homenagem à primeira gata da Helena, a Virgulina (Quanto diminutivo - tudo carinhoso).


Pela segunda vez, participamos de uma feirinha de artesanato. Este foi o flyer, com os nomes dos participantes:


O nosso foi este, com o logo novo:


O convite para participarmos do evento foi feito pela Denise Elena - a Miudista - uma graça!
Ela trabalha com suculentas ... De acordo com a Wikipedia, são aquelas plantinhas que armazenam água em quantidades maiores que as plantas normais. Assim, elas podem ficar longo tempo sem precisarem ser regadas. E são tão lindinhas!
Esta é a suculenta da Helena:


Esta é a minha:



Ela aparece melhor aqui, no meio das outras suculentas:



Conhecemos o Falk Brito, com sua arte - o origami:


Aqui, nossos artigos:  




A mais procurada


Foi uma tarde bem agradável! Tivemos muitas visitas. Sempre é bom rever amigos e fazer novas amizades.

(por Cecilia)

domingo, 22 de março de 2015

Seis anos de blog

Foi em março de 2009 que nossa aventura começou ... Estamos ainda por aqui, não tão firmes e fortes como no princípio, já que surgiram outras maneiras de comunicar-nos. É o Instagram, é o Flickr, o Facebook ... 
Quando fizemos um ano de blog, escrevi o seguinte: 

Há um ano, no dia 7 de março, começamos nosso diário virtual ou blog ou weblog. Quem me explicou foi a Helena: "Mom, um blog é um diário em que você escreve o que tem vontade de escrever". No meu tempo, costumava-se começar assim: "Meu querido diário, hoje ...". Volto no tempo e vou a Jacarepaguá, ao colégio onde dava aulas de Português, lá pelos anos sessenta, para adolescentes. Minha proposta para que melhorassem a forma de se comunicar (não é essa a finalidade da linguagem?) foi a de que escrevessem diários. Foi feita a promessa de que só eu teria acesso aos textos, analisando a gramática (forma), sem comentar o conteúdo (fundo). Mas como fazer isso, se, segundo meu amado professor Tasso da Silveira, "forma é fundo aparecendo"? As meninas adoraram a ideia; os meninos, nem tanto. E durante algum tempo, lá ia eu pra casa, de ônibus, até a Tijuca, carregada de cadernos cheios de confidências. Fiz amiguinhas que confiavam em mim, até que os caminhos que a vida nos oferece me levaram a outros lugares.

Para comemorar, sorteamos um conjunto de tecidinhos. Quem ganhou foi a querida Rosana Sperotto.


No segundo aniversário, comemoramos com um sorteio também. Escrevi assim:

Como passaram rápido esses dois anos! Começamos o blog despretensiosamente (até o nome, Quilts são Eternos, era provisório!), interessadas em compartilhar técnicas daquilo que sabemos fazer, mostrar nossos trabalhos e coisas bonitas de outros blogs, elucubrar sobre quase tudo... Nesse período, conhecemos e reencontramos pessoas maravilhosas, tanto virtual quanto pessoalmente, e a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever essa experiência proporcionada pelo blog é 'troca'. De experiências, opiniões, calor humano!

Foram oferecidas duas possibilidades de escolha:





A sorteada foi a Lívia do Coisas da Livs (não encontrei mais o blog). 

No terceiro aniversário, a postagem se chamou Aniversário do blog! Três anos de alegrias.
Escrevi: 

Hoje, 7 de março, faz três anos que a Helena e eu começamos a escrever sobre nossas experiências com linhas, agulhas, tecidinhos, tesouras, réguas e tudo o que envolve esse mundo mágico do artesanato. Conhecemos pessoas incríveis, talentosas, repletas de calor humano. Foram trocas de experiências memoráveis, incrivelmente enriquecedoras. Muito obrigada a noss@s  quase 600 seguidor@s, vocês nos animam a continuar nossos trabalhos com alegria e prazer.

Sorteamos esta belezura:



Quem ganhou foi a Filipa Farrôpo (creio que também não está mais no mundo dos blogs - fiz uma pesquisa rápida e a encontrei no Pinterest).

No quarto aniversário fizemos uma promoção diferente, que chamamos de Promoção clientes felizes.
O prêmio foi uma das nossas bolsas baldinho: 


A ganhadora foi a Ruby Fernandes, que hoje em dia é nossa parceira. Podem visitá-la aqui: rubyfernandes.com.br



No quinto aniversário não fizemos sorteio. Creio que houve alguma proibição nesse sentido. Não me lembro bem o que foi. Neste sexto aniversário fica o registro. Vamos devagar e sempre, só no sapatinho.
(por Cecilia)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Menina-Ninho e Livro: um trabalho em parceria

Não sei exatamente quando tive a sorte e o prazer de me deparar com o trabalho lindo da Shirley Soares. Coisas da net... Você entra no perfil de algum conhecido, pula pra outro, e mais outro... quando vai ver, nem sabe mais onde aquilo tudo começou. Só sei que com o trabalho da Shirley foi assim: encantamento imediato, paixão à primeira vista.

"Senhorita"
"Renda"

"Nó"

Ela diz: Tenho por objetivo tentar expressar, de uma forma não-verbal, meus sentimentos, buscas e experimentações. Quando criança, já buscava na arte uma forma para expressar e observar o universo ao meu redor. Utilizo diversos meios para de expressão: desenhos, quadros, murais, esculturas... Meus personagens, que podem ser homens, mulheres e animais, são representados em cenas cotidianas, com traços simples e detalhes em grafismos, fruto de uma vivência na  Amazônia (2002, e demonstram uma infinidade de sentimentos e tranquilidade, típica do interior, gerando no observador empatia imediata.

Sempre tivemos vontade de fazer um trabalho mais autoral, super-hiper-mega exclusivo, com uma tiragem bem reduzida. Entramos em contato com a Shirley para propor a parceria e, para a nossa alegria, ela topou imediatamente. Criou um risco especialmente para nós, que agora estampa a nossa coleção de Baldinhos Menina-Ninho e Livro, numeradas de #1 a #5:

#1

#2

#3

 #4

 #5

Para conhecer melhor o trabalho da Shirley Soares, clique aqui.
Para ver mais fotos das Baldinhos, clique aqui.
Para adquirir a sua Baldinho, faça uma visita à loja. Mas corra, pois são apenas 5 unidades!

(por Helena)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Marcia Baraldi e seu livro pioneiro

Tudo começou em outubro do ano passado, quando recebi um e-mail com uma proposta irrecusável: traduzir para o espanhol um livro chamado "Quilting livre - desvendando segredos". Fiquei empolgada! Ainda mais que havia sido uma indicação da querida Deolinda Moraes, formadora de quilteiras por todo o Brasil

A autora? Marcia Baraldi, de Florianópolis. Marcia Baraldi - que nome mais interessante! Cheio da vogal mais clara, aberta e alegre, com um ditongo crescente no final do nome, o que faz com que tudo fique ainda mais claro, e um suave pouso no i do sobrenome. Um i que não escurece, que traz toda essa luminosidade para uma suave penumbra. Escorreguei na maionese? O que posso fazer? As palavras têm esse efeito sobre mim.

Pois é. E o livro? Por que "pioneiro"? Por que é a primeira vez que se escreve, diretamente em português, sobre o assunto. Trata-se de um livro completo, dividido em três partes: Técnica, Exercícios interativos e Galeria de Quilts. 

Finalmente, no dia 27 de janeiro recebi aqui em casa o exemplar do "Quilting libre - desvelando sus secretos". A Helena ficou encantada com a apresentação de primeira qualidade, as fotos  excelentes e a linguagem clara e simples. 



Meu nome está lá na ficha técnica:


Gosto muito da maneira como a Marcia manifesta sua relação com a arte do quilting (já na versão em espanhol):

“El quilting expresa mi forma de vivir. Hago quilting como quien baila, como una voz que canta, como un atleta corre. Es algo natural para mí. ¡Es mi expresión de vida! Cuando estoy triste, lloro sobre un quilting melancólico; cuando me siento feliz, pongo allí toda mi alegría. ¡Es mi desahogo, mi válvula de escape, mi manera de expresarme!”

Parabéns, Marcia! Muito sucesso! Você merece!

Para conhecer ainda mais a Marcia (que já é muito conhecida):
http://www.marciabaraldi.com.br/
E no Facebook: https://www.facebook.com/marcia.baraldi?fref=ts

(por Cecilia, muito feliz)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Elucubrações num dia chuvoso de janeiro

Janeiro já vai terminando ... Nossos votos de Feliz Natal ainda estão vivos na última postagem de 2014. Muita coisa tem acontecido, e pretendo, pouco a pouco, ir colocando nossas conversas em dia. A Helena está recarregando as baterias, lá em Floripa - ela merece!

Praia do Matadeiro
Enquanto isso, aqui em Brasília, continuo bordando, lendo, escrevendo ... enfim, fazendo as coisas de que tanto gosto. Hoje, olhando as fotos do Instagram da Helena, fiquei pensando que bastam pequeninas coisas para que a gente dê uma olhadinha no passado. E nos lembramos de pessoas que foram importantes na nossa vida e que contribuíram para compor a nossa colcha existencial.
A Helena herdou a caixa de costura da avó paterna, a D. Giselda, ou a vó Zolda, como a Helena a chamava, quando pequenina (acho que "Giselda" deve ser mesmo difícil para uma menininha). Vamos ver o que ela encontrou:

Os tesouros da vovó Zolda
Elucubrações: que chave será essa? Que porta abriria? Seria uma porta? Uma caixa?
Os carretéis? Seriam ainda da mãe da D. Giselda? Por que pensei isso? Não poderiam ser da D. Giselda mesmo? E a lâmina de barbear? Tem quem ainda se lembre? Ainda existe?

Como a Helena escreveu: "Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim ... Todos os santos da vovó."


A resposta para a chave, acho que nunca teremos, salvo se o pai da Helena se lembrar de alguma coisa. Quanto à lâmina de barbear da marca Gillette (que servia também para raspar os pelos das axilas, das pernas - antes de surgirem os diversos tipos de depiladores) passou a designar qualquer tipo de lâmina e passou a se escrever "gilete". E passou a significar outras coisas também ... Ainda existe? Fiquei surpresa: vejam aqui.
Por que pensei que os carretéis não seriam dela? A D.Giselda não era das artes manuais; evidentemente, sabia pegar na agulha para fazer uma bainha ou para fazer pequenos reparos. As artes da D. Giselda eram outras. Violinista e cantora, foi menina-prodígio no piano, lá no interior de Minas. Foi ainda muito jovem para o Rio de Janeiro, onde estudou violino na Escola de Música da Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Lá conheceu um violoncelista e com ele se casou. O canto veio depois de casada. Numa época em que não era muito usual uma senhora de família sair à noite para trabalhar, ela chegou a tocar numa orquestra de uma Rádio do Rio. Mas não continuou e passou a dar aulas em casa e a estudar canto. Participou ativamente da vida musical do Rio de Janeiro como cantora de câmara e de ópera. Sempre achei a D. Giselda uma mulher à frente do seu tempo. Esposa, dona de casa, mãe e artista. Que difícil! 
A Helena e o Guto começaram a estudar música com ela. Como eles gostavam! E ainda tinha a torta de limão de quebra! Devo a ela a ausência da rouquidão que me acometia depois das aulas - os exercícios eficientíssimos de impostação de voz e de canto me salvaram. Devo isso a ela!

Esta foto ilustrava os programas de seus recitais
Bem disse a Helena: "Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim". D. Giselda continua viva no filho, nos netos, nas pequeninas coisas que deixou na caixa de costuras, nas fotos, nas gravações recuperadas pelo neto Augusto e pelo filho Antonio (gravação feita em 1962):




Recordar é viver. Viver é bom. Recordar é bom.

(por Cecilia, feliz que a Helena tenha tido uma avó assim)


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Nossos votos de Feliz Natal

O meu presépio:


O presépio da Helena:


Este ano temos os cupcakes da Helô, com a cara do Rudolph:


Acho que todo mundo conhece o Rudolph, não?


E a canção?

É verdade que se trata de um Natal de inverno, nada parecido com o nosso, mas a canção é emblemática!

Achei no You Tube esta canção linda e quero compartilhá-la aqui - Noël des enfants du monde - :



E esta bem brasileira, com o Roupa Nova, de autoria do Maurício Gaetani

 Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor




O papa Francisco abraça o rabi Abraham Skorka e o iman Omar Abbud
Feliz Natal! Paz entre as nações! Paz na terra aos homens de boa vontade!

(por Cecilia)



domingo, 9 de novembro de 2014

Elucubrações: Renoir e as meninas de rosa e azul

Este quadro do Renoir vem, ultimamente, ocupando meu pensamento e me fazendo elucubrar muito. Posso dizer, então, que ele passou a fazer parte da minha colcha existencial - mais um retalho entre tantos outros. Quem são essas meninas? Qual a sua história? Por que foram retratadas?

Les Demoiselles Cahen d'Anvers - Rose et Bleue - 1881



As informações sobre as meninas chegaram a mim por duas fontes: a Helena e um livro chamado "A lebre com olhos de âmbar", de Edmund de Waal.
As meninas, Elizabeth - azul - e Alice - rosa -, eram filhas de um banqueiro, na Paris da Belle Époque. O quadro foi encomenda da família, e Renoir retratou mais alguns membros da família.
A Helena comentou sobre o quadro e sobre a história das meninas quando a escola de balé que a Helô frequenta montou um espetáculo que recriava quadros famosos. A Helô representou uma das meninas. Evidentemente as roupas foram adaptadas, e a referência ao quadro se mostrava nas fitas que rodeavam as cinturas das bailarinas. Muito lindo!

Escola de Dança Monica Maia

No livro, o autor conta a história da sua família ( não é ficção, é uma história verdadeira), de banqueiros provenientes da Ucrânia, que se estabeleceram, uma parte, em Paris, outra parte, em Viena - os Ephrussi.
O que aconteceu foi o seguinte: um dos Ephrussi (Charles) era um mecenas e patrocinava muitos dos pintores da época, seja comprando seus quadros, seja recomendando-os a amigos ricos como ele. Renoir estava precisando de dinheiro, então Charles recomendou-o à família Cahen d'Anvers. Edmund de Waal conta todos os detalhes no livro. 
Parece que a família não gostou muito do quadro, porque custaram a pagar os 1.500 francos que o pintor pediu. Foi preciso que Degas escrevesse um bilhete a Charles Ephrussi, lembrando-lhe o pagamento. Isto tudo está com detalhes no livro.
Mas o que mais me comoveu foi o fim da menina de azul: "Então, terrivelmente, uma nota entre colchetes diz que a menina de vestido azul no retrato de Renoir das filhas de Louise Cahen d'Anvers - encomenda ansiosa e infinitamente arranjada por Charles para levantar dinheiro para Renoir - havia sido deportada e morrera em Auschwitz" (do livro de Edmund de Waal).
Procurei no Google e achei um relato completo sobre o quadro, na Wikipedia : Rosa e Azul (Renoir).
Para quem ama Paris e Renoir e as histórias da Belle Époque - o quadro foi pintado no nº 66 da Avenue Montaigne, onde os Cahen d'Anvers moravam desde 1873. Charles Ephrussi morava no nº 81 da Rue de Monceau.
A obra está atualmente no MASP ( Museu de Arte de São Paulo).
Recomendo vivamente a leitura do livro: A lebre com olhos de âmbar - Edmund de Waal. Certamente este livro também faz parte da minha colcha existencial.



(por Cecilia - pensando que ainda há mais a elucubrar sobre Renoir e sobre o livro)


terça-feira, 23 de setembro de 2014

E ela chegou ...

A primavera! Uma das minhas estações preferidas ... Várias vezes tenho declarado aqui o meu amor pela primavera e pelo outono. Numa postagem de 2011 (Chegou setembro!) falo sobre essa minha preferência.
Hoje, inspirada por algumas fotos da Helena, não posso deixar de declarar de novo meu amor por essa estação mágica.


Livros e flores, cada qual com seu perfume ...



A flor e o amor ...



Rosinha sozinha se mostra feliz ...
Cravinas rosadas se escondem risonhas...



A azaleia se mistura ao manacá pra mostrar o jardim de Frida ...

E, como disse Vinícius: ... a poesia só espera ver nascer a primavera, para não morrer ...



(por Cecilia, em momento de inspiração floral e musical)